Tira o treinador?!

Publicado: março 19, 2013 em Atitude, Devocional, Igreja, Reflexão

Comecei a ler Ozéias com minha tia as cinco da matina todo santo dia, to quebrado, moído, mas vou te falar, é muito doido esse livro cara, quando você lê religiosamente apenas porque algum pastor está usando o texto é bacana, você observa algumas coisas comuns., mas quando você tira pra devorar o texto tu fica louco…

Não digo que quando o pastor fala sobre um texto é ruim, to falando só que via de regra agente ouve a pregação e só, não reflete em casa.

Mas então, eu quero destacar algo que sempre me torturou quando eu escutava alguém falando que o time é reflexo do técnico..como isso dói no ouvido!!

Se liga, podemos ter o melhor técnico e o time não trabalhar junto, não querer fazer o que está sendo orientado, ou o time não gostar do técnico por sua metodologia não ser ” boa o bastante” para o elenco de estrelas….

no capítulo 4.4 temos a seguinte parte: ” ninguém contenda, ninguém repreenda; porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa”…..

( Meia lua pra frente Y + B )

Depois desse brutality eu nem vou prolongar, acho que devemos rever nossa posição diante dos nossos treinadores, como temos agido, se falamos mal, se temos zelo por ele, se temos seguido suas ordens.

Pode até não dar certo, mas faça, e se der errado, não acuse, trabalhe com calma, seja o agente de paz, o capitão do time que colabora com o treinador.

Imagine aquele mexido bruto, feito com ovo, queijo, bacon, couve, feijão, cebola, carne com gordura, e um arroz delicioso…

Bom agora que você pensou nisso, quero te dizer que não tem nada haver com o assunto, era só pra te deixar com fome…

Esses dias estava conversando sobre como temos vivido um tempo precioso em nossa igrejas, pois temos tido a oportunidade de compartilhar de experiências com diversas denominações muitas vezes com doutrinas totalmente divergentes, coisas que não podiam acontecer pois ” era pecado “…

E particularmente eu gosto muito de estar em contato com a galera, afinal sou da bagunça, e logicamente gosto de conhecer igrejas novas.

Isso é bom!!

Mas, precisamos estar atentos em alguns detalhes, não quero que as pessoas parem de se misturar, só quero que as pessoas saibam defender a sua fé, tenham base, tenham um conhecimento daquilo que é a razão da nossa fé.

Digo a doutrina MOR, a Bíblia, mas é importante ter uma outra parte, a firmeza naquilo que você escolheu ser.

Pense comigo: Um sujeito frequenta a batista, mas aí depois de um tempo cansou e decide frequentar a metodista, daí depois de um tempo acha melhor frequentar a presbiteriana, e por aí vai……

Igreja não é self-service, mas você também não é ameaçado a caso sair de sua igreja morrer, mas é preciso ter firmeza na sua escolha, e mesmo que não concorde com alguns pontos, você tem que se lembrar que foi você quem escolheu.

Pensar diferente não é ruim, em atos 2:42-47 que é usado como modelo de igreja, fala que a igreja tinha tudo em comum, isso não quer dizer que todos pensavam em azul, ou só em verde, mas sim que mesmo pensando diferente, e não concordando com algumas coisas, eles tinham um alvo maior, que era viver o evangelho.

Simples, não concorda, saia, mas se sair e escolher outra, assuma a responsabilidade, seja maduro, afinal quer tirar carteira, casar, sair até tarde, ir pra festas e tudo mais, e não quer ser responsável na hora de assumir e defender sua fé?

Visite igrejas, faça contatos, monte parcerias, mas sempre lembre-se de quem você é, e onde está.

Religiosidade

Publicado: fevereiro 16, 2013 em Atitude, Devocional, Igreja, Reflexão

Sobre religiosidade quero trabalhar o fruto de mais uma conversa de estrada.

Estive pensando em como hoje nós cantamos que acreditamos em milagres, principalmente quando acontece com alguém.

Falamos sobre o milagre de uma pessoa aceitar Jesus, mas na hora que se trata de Jesus comandar nossas vidas, e ser nosso provedor e direcionador, nós simplesmente “retiramos o poder D’ele”.

Ou seja, Jesus pode tirar sua alma do inferno, perdoar TODOS os erros do Hitler, de um Estuprador, e um pedófilo, mas não pode te incomodar na sua vida profissional? Tem algo errado nisso aí, acho melhor observar o tira teima.

O Zé se converteu, tem uma vida “estável”, mas o pastor começa a falar sobre viver o evangelho em plenitude, e isso acarreta ao Zé mudar de emprego, já que ele é dono de um MOTEL….

O que seria o correto ao Zé fazer?
Entendendo que Jesus pode abrir infinitas possibilidades, nosso amigo Zé vende seu negócio, e passa a investir em algo que é a vontade de Deus para ele, vamos supor que seja uma clínica veterinária, assim agora o Zé é sócio de uma outra pessoa em um negócio que continua ajudando o Zé a cuidar de sua família, e vivenciar o evangelho de uma maneira plena, aproveitando para evangelizar cada cliente com um cartão, uma mensagem em um panfleto e coisas assim….

Seria muito bom, mas nem passei perto da realidade correto?

Esse é só um exemplo, há coisas mais simples em que deveríamos abandonar e buscar algo melhor, mas não, preferimos acreditar que Deus tem poder pra me salvar, mas não pra mudar minha vida.

Cantamos que precisamos de um milagre, mas na hora de vivenciarmos, acabamos por jogar kripitonita nos planos de Deus… que como não é um intrometido ( mas deveria ser), acaba deixando que nossos achismos, até que chegaremos no fundo do poço e nos perguntaremos, “Deus onde eu errei? O que o senhor que me ensinar nessa provação…”.

Ha como somos tolos….

Será que realmente estamos preparados para sanar nossa sociedade? Para levar o evangelho que pode mudar a realidade das pessoas?

Pense bem a respeito dos problemas que enfrentamos em nossas igrejas; são sempre os mesmos ou nós que não percebemos novas situações?

Essas perguntas tem tumultuado minha mente nessas 3 últimas semanas, e isso tem em tirado literalmente o sono, pois tenho percebido nossa incapacidade, em perceber os problemas que estão escondidos e ainda estão se elaborando em nossa sociedade.

Quero então trazer esses questionamentos, pois eu mesmo nunca terei todas as respostas ( se é que tenho alguma resposta…);foi então que aproveitando as viagens seguidas com meu bom parceiro de viagens quase Psicodélicas – Espirituais – Transcendentais mais conhecido como meu pai, acabei por consolidar ainda mais essas tempestades cerebrais…

Bora pra quebradeira?

Pense no casal Janira e Jarcilei que tem dois filhos adotados, esse casal tem frequentado sua igreja e aceito a Jesus como senhor e salvador (porque não posso escrever que somente aceitou a Jesus já que ele é senhor e salvador? Minha religiosidade ainda não foi completamente extinta…); esse casal passa então a experimentar algo diferente em seu relacionamento, é nesse momento que a Janira confessa ao seu marido que na verdade ela havia passado por um processo de mudança de sexo, e por isso ela havia dito que não poderia ter filhos, razão pela qual adotaram duas crianças. Dada tamanha revelação, Jarcilei e Janira, revelam isso a você leitor que é o pastor, líder ou amigo próximo do casal e membro da igreja.

Como proceder com tal situação? Você apoia o relacionamento de ambos? Ou entende que é preciso que o casal se separe e Janira assuma que na verdade é Firmino, e que o mesmo deverá viver com a marca de seu erro, afinal a nova vida em Cristo não apaga a marca física do erro?

Calma, ainda tem mais…

Pense em outro contexto, agora a Fabíola é divorciada, e saiu grávida desse casamento com o Rildo.

Fabíola se casa no civil com a Lucia,passam alguns anos e ambas se convertem, o que você entende que é o certo a se fazer nesse contexto? Deve haver a separação ou não?

Pensei nesses dois por hora, afinal isso é só um vento leve em relação ao que penso que será a verdadeira tempestade que fará com que as igrejas se dividam entre as que pensarão que não tem nada haver, e as que serão sim, firmes no que acreditam quanto ao relacionamento entre homem e mulher feitos por Deus.

Ainda tem mais, penso que além de dividir a igreja “evangélica” situações como essa ainda colocarão toda a sociedade contra a igreja fundamentalista ( não confunda fundamentalismo com radicalismo, afinal o radicalismo é destruidor, depreciativo, é desigual, desumano, e o fundamentalismo é entender que a palavra mostra que o que vale é o que Deus fez, ou seja homem e mulher); afinal entendo que hoje vivemos a típica “Paz armada” entre a sociedade e a igreja, visto que há uma tensão mas ninguém quer assumir uma postura autoritária sobre a outra, mas isso é assunto pra outro dia…. então, quero por lenha na fogueira te desafio a pensar nesses problemas e procurar perceber outros problemas maiores ainda que estão se formando…e por favor, esqueça a PL 122, porque ainda tem coisa pior sendo formada.

Boa noite e Boa insônia pra você também.

“O que veio primeiro? A música ou a miséria? As pessoas se preocupam com crianças brincando com armas, vendo vídeos violentos, como se a cultura da violência fosse consumí-las. Mas ninguém se preocupa se escutam milhares de canções sobre sofrimentos, rejeição, dor, miséria e perda. Eu ouvia música pop porque era infeliz ? Ou era infeliz porque ouvia música pop ?” (Rob Gordon, interpretado pelo genial John Cusack no filme Alta Fidelidade).

Dúvida recorrente em qualquer debate cristão, torna-se preocupante esta obsessão pela repulsa ao consumo de música que não seja de cunho evangélico. Como se isso fizesse sentido ou fosse verdadeiramente bíblico.

INCOERÊNCIA

Não faz sentido algum a alegação de que um cristão não pode ouvir músicas seculares. Os defensores desta idéia inclusive forçam a amizade alegando que Lúcifer era o responsável pela música no céu e, por isso, devemos consumir músicas apenas “consagradas”. Obviamente a bíblia não fala de coisas como Filmes, Novelas, Ipods e Youtube. Será então que todas as demais maneiras de se consumir cultura estão “liberadas”? Ou seria apenas hipocrisia afirmar que APENAS A MÚSICA seja o foco do problema.

Quer se abster de consumir cultura não-cristã? Isso sim parece coerente (embora idiota). Não veja TV, não assista Filmes, não use eletrônicos… e PELAMORDEDEUS não acesse a Internet. Deus tá vendo!

SANTO VERSUS PROFANO

Nosso conceito cristão-ocidental de sagrado e profano, além de idiota é também recente. Para um cristão do primeiro século, esta divisão (principalmente na música) não existia. O conceito de música cristã surgiu séculos depois, exatamente na época em que a Igreja mergulha em sua fase mais obscura (Idade Média).

Esse medo da contaminação é incoerente e biblicamente equivocado.

Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem. (Marcos 7:15)

De igual modo, parece até hilário o fato de que o sacrifício de Cristo seja suficiente para remir a Criação, mas insuficiente para remir a cultura. Seria tal sacrifício “meia boca” demais pra remir TODAS AS COISAS?

Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. (Romanos 14:14)

A verdade é que a corrupção não vem de fora. Ela está em nossos corações. É o nosso Passageiro Sombrio que não nos abandona. Porém não deveríamos nos abater com as aflições desta vida. Mas pela mortificação de nossa vontade, a cada dia Cristo vive mais visivelmente em nós.

Ou pelo menos deveria ser assim.

 

Esse texto foi retirado do blog do Pastor e amigo Ariovaldo Jr , da Igreja Manifesto em Uberlândia – MG

Já pensou em quantas vezes você ouviu alguma frase seguida do “era bom”?

Tanto para pessoas que já se foram, amigos e parentes, personalidades, quanto para o passado de fula ou ciclano, o “era bom”, ainda hoje é usado como uma forma de “lembrar” as pessoas e Deus de que a pessoa era boa, assim, ela não irá para o inferno…

É algo que costumamos fazer, e me incluo nessa, sou culpado também em pensar que por ser bom, fulano, tá tranquilo; não estou limitando a graça nem dizendo que Deus julga da maneira como penso, até porque se fosse assim, acho que acabaria sendo o primeiro a ser punido, e não estou a fim de ser castigado…

Mas pense comigo, mesmo tendo aceitado a Jesus Cristo, não somos bons o suficiente….

Então, amigos meus são bons, mas mesmo sendo bons, ainda lhes faltam alguma coisa, na verdade o fundamental, o áximo da vida de uma pessoa: Aceitar a Cristo.

A pessoa pode ser embaixadora da onu, descobrir a cura do câncer ou da AIDS, mas mesmo assim, ainda lhe falta uma coisa… O Cristo Ressurreto.

É incrível como as pessoas tentam reafirmar para si mesmas de que ser bom é o suficiente, se for assim, não precisamos nos preocupar com o evangelho, só ser bom aos olhos dos homens já basta.

SÓ QUE NÃO….

Outro aspecto interessante, e muito constante principalmente em igrejas históricas, ou novas mas com pessoas de um longo histórico RELIGIOSO, sim, é isso mesmo que você está pensando.

Aquela conversa do que “no tempo em que éramos jovens, nós cantávamos todos os domingos, fazíamos, nos juntávamos…blá,blá,blá”, muito legal, mas me pergunto, onde estão os filhos dessas pessoas, porque não as vejo na igreja?

Se era tão bom, porque não vejo os frutos? E porque estão parados escondendo seus talentos atrás de uma agenda falsamente sobrecarregada?

Sim, posso estar sendo um pouco bruto, mas não quero mais passar a mão na cabeça de pessoas que ocultam seus talentos, reclamam da vida, e tem preguiça de encaixar um tempo em seus horários para aquele que lhes deu a vida, e as oportunidades para chegarem onde estão.

Cultivar a espiritualidade, e viver do passado, vai parar em igrejas mortas,que sepultam seus mortos todo domingo em seus bancos cativos…

Basta para essa espiritualidade medíocre, estou cheio de ver e ter que ouvir que “era bom”, está na hora de ouvir, “Está melhorando, crescendo, progredindo, cada vez melhor…”

Um pouco mais….

Publicado: janeiro 14, 2013 em Reflexão
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Tenho lido um livro que tem em feito indagar a mim mesmo, e as minhas outras personalidades, e percebi que estou sendo confrontado de uma maneira muito séria.

Sabe, percebi que me tornei religioso, acho que não dos níveis mais pesados, mas percebi nesses dias, como estou a quem do que eu deveria estar sendo. Estou longe de tudo aquilo que Deus sonhou para mim.

Pode parecer absurdo, afinal, faço teologia, sou filho do pastor, ministro de louvor, “severino”, e no entanto, ainda sim, não estou nem 1%, perto do que Deus quer para minha vida.

Esfriei.

Adormeci.

E por um tempo, não me incomodei com minha ociosidade….

E isso me dói, percebi que comecei a racionalizar as coisas, de uma maneira perigosa, que parei de ser surpreendido, que não estou mais, vivendo como alguém que tem sede e paixão pelas coisas do reino.

Estou aprisionado, em um falso cristianismo, onde apareço, conduzo, e no entanto não saio da superficialidade.

Isso dói, corrói, ta me sufocando…

O que eu deixei escapar?

Foi então que comecei e procurar como resgatar, voltar ao “primeiro amor”, e tenho tentado isso, mas na verdade quero um novo amor, algo louco por Deus, algo que me faça sonhar e planejar todas as loucuras que eu sonhei por ELE.

Sério, estou até sendo gospel demais, mas não adianta, isso é algo ao qual não posso fugir, acaba acontecendo…..

Só quero compartilhar, que dentro de toda essa reflexão minha eu voltei a perceber como é divertido a comunhão, rever pessoas, conhecer pessoas novas, ouvir testemunhos, isso tudo fortalece.

Mas não pode ficar só nisso, tem que haver o sobrenatural, a novidade sobrenatural, se isso não acontecer, tem algo errado, porque quando experimentamos algo novo com Deus, essa experiência vem de todas as formas, não só no visível e palpável, mas no invisível, naquilo que só habita o seu mundo das idéias…

Não seja mais um, seja A PESSOA, viva um pouco mais, ande um pouco mais…