Não quero voltar ao Primeiro Amor

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Eu não quero voltar ao primeiro amor…

Não quero por três motivos, apenas três motivos, parece pouca, talvez até seja, ou não…

O primeiro motivo é que o primeiro amor é imaturo, ao mesmo tempo que confia, ao menor sinal de problemas, se desespera, precipita e pode acabar abandonando o barco, além de ser inconstante.

O segundo motivo é que só existe um amor, único amor, não tem essa de estágios de amor, isso é mais uma fala “secular/hollywoodana” do que bíblica.

(Nada contra filmes de Hollywood)

O terceiro é que colocamos o “primeiro amor” como algo tão distante, utópico, platônico, que parece proposital, para que logo nos conformemos de que o primeiro amor não pode ser atingido e por isso, estou bem como estou.

Isso tudo é um absurdo, eu quero apenas ter um amor único, que é instável no início, exagerado no início, mas que amadurece, se consolida, solidifica na vontade de Deus, e me leva a cada dia decidir perseverar nesse amor, para que eu possa completar bodas de prata, ouro, diamante e o que mais vier, de modo que seja esse amor lógico e inusitado, avassalador, constrangedor, e decidido, que eu venha ter para com a palavra e o serviço ao qual Deus me chamou e chamou a você leitor.

Por isso não quero voltar ao primeiro amor, que perseverar, prosseguir, isso sim, demonstra um amor que amadurece na palavra, no temor, no serviço à Deus.

Não quero uma igreja Frankstein

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Bom eu tava devendo alguns posts, e esse é um dos que mais estava difícil de continuar…

Vou sim cutucar na ferida, no ego, na vaidade de cada um de nós, eu cansei de ver como as igrejas tem buscado fórmulas mágicas que deram certo há dez anos em alguns lugares e hoje esses lugares são enormes e tals, mas nossas igrejas engolem com vontade, sem filtrar…

Pegamos as partes de um outro corpo, e juntamos com as nossas sem analisar se é compatível, e por muitas vezes não é compatível…

Logo o atrito começa a surgir, a mobilidade fica reduzida igual ao Frankstein andando.. sim nossas igrejas tem se tornado “ Franksteins do Senhor“, o que é ridículo…

perdemos a sensibilidade, não temos a agilidade e sutileza de um movimento para cuidar, pois estamos com braços e pernas de outros, apenas costurados e não ligados de modo coerente.

Aí, vc me diz: “mas essas estratégias deram certo, e são uma benção”…

Eu lhe respondo:  Que bom que são uma benção, ou melhor que FORAM uma benção..

O que precisamos parar de fazer são as plásticas e substituições de membros no nosso corpo, se não vamos ficar igual a Hebe que tem o umbigo no queixo, só que como igreja nossa porta vai estar no teto..

Falamos que a igreja é um organismo vivo, mas TODO organismo vivo nasce, cresce, reproduz e morre, será que estamos prontos para reproduzir e deixar nossa herança para novas igrejas e aceitar que devemos morrer?

Sim, cada denominação deveria morrer, um exemplo, nós como metodistas, wesley deixou uma herança que estava relacionada com a bíblia, logo devemos deixar uma herança relacionada com a bíblia, e não fazer do metodismo nossa pedra angular.

A mesma coisa na Presbiteriana, na Batista, na Assembléia, na Bola de neve, na Quadrangular, precisamos aceitar que há uma validade para essas igrejas, pois elas são fruto da nossa vaidade, e isso só reforça o fato de que Nossas igrejas precisam morrer e deixar as filhas conduzirem a obra que foi confiada a pessoas que estiveram na igreja primitiva ( que morreu ), que passaram pela reforma (que não acabou) , que passaram pelos grandes avivamentos ( que acabou )… e assim vai…

Eu não quero uma igreja frankstein, quero uma igreja fruto da vontade de Deus, que nasce, cresce, reproduz e morre… e não uma que luta contra a morte, não é nosso dever lutar contra a morte das igrejas.

Afinal a Igreja é de Deus, ela não é de um homem, apóstolo ou de um conselho, ela é orgânica, porque evolui e caminha se relacionando com a sociedade, ela é um ecossistema perfeito criado por Deus, que sim, contém pessoas perfeitas, mas este é o propósito dela, então lutar contra o fim de uma estrutura ou denominação é lutar sim contra a vontade de Deus.

Logo passemos a viver de modo que estejamos sensíveis para quando for preciso, façamos o enterro (óbivio que algumas já podem fazer seu enterro hoje rs) de nossa igreja e nos alegremos com os filhos presentes afinal, tem coisa melhor do que saber que deixamos filhos que vão dar continuidade à essência que recebemos de outros?

O Amor Vence? Final

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Bom, li o livro, não deixei de acreditar em Deus, ou que Jesus é o único caminho, não deixei de ter esperança na igreja…. ainda não….

Mas o que posso falar sobre um livro talvez tão polêmico quanto falar de mamilos?!

Entendo que os questionamentos a cerca de salvação são válidos, de como o inferno é um estado de espírito, e não um lugar de fogo, destruição e tals…

É preciso entender que o Novo Testamento é cheio de influência grega em suas figuras e representações do que seria o céu, o inferno,  e o reino de Deus.

Preste atenção, vou colocar minha argumentação diante da perspectiva teológica que tenho lido e estudado… não é 100% certa, afinal ainda estou construindo minha teologia, e continuarei construindo por toda a minha vida.

A ideia de um lugar de sofrimento é inconcebível visto que inferno, como citado no livro, a palavra usada, via de regra se relaciona, ao estado mental, social, ao tempo velho e corrompido.

Inferno dentro do que o livro aborda e do que entendo (não concordo completamente com Rob Bell), seria algo como cair na inexistência, ser esquecido por Deus, não ter a oportunidade de participar do reino, da glória de Deus.

Um ponto interessante, afinal deixamos mutias vezes o céu e o inferno tão longe de nossa realidade, e na verdade eles estão bem próximos….

Outra questão que penso ser a principal de todo o livro, é a dúvida quanto ao quão grande a graça e misericórdia de Deus pode ser para salvar todos no mundo…

Difícil falar algo definitivo, tudo o que temos são suposições teológicas, e a bíblia é base para todas elas, logo, é provável que no fim das contas todos os achismos estejam equivocados, e Deus venho nos trolar com algo mais óbvio que tudo…

Mas vamos lá, dentro da vontade de Deus em salvar todos, e o tamanho de sua graça, uma coisa é preciso destacar, Ele pode sim, salvar todos! Ele pode sim escolher alguns!

Creio que sim, Deus escolheu alguns, e não é porque existe um limite populacional… mas vejo mais bases para tal argumento.

Se nós sabemos quem? Certeza absoluta que não…. então com isso uma coisa é importante, vamos para com esse papo de “eu e minha casa serviremos ao senhor” é um conceito diferente do que realmente significa para os “crentes” hoje em dia.

As argumentações de Rob Bell servem para acordar a igreja, para nos fazer pensar em como temos vivido um céu tão medíocre, legalista, moralista e hipócrita que faz com que as pessoas passem a questionar a representabilidade da igreja como agente do Reino de Deus…

Argumentos que incomodam, são facilmente colocados no mural das heresias, do que é destrutivo para a igreja.

Se eu recomendo a leitura do livro? Sim

Se tudo é verdade? Não, mas se estamos atentos ou buscando sermos mais sensíveis ao que a igreja se tornou e deixou de ser, é importante estarmos ligados em questões como, o peso da ceia, do batismo, e outras coisas mais na igreja que eu, e você frequentamos…

E nisso tudo, sim o amor vence, em cada esquina, em cada um que consegue superar suas dificuldades e consegue não dar voz à corrupção que todos nós temos… e ainda vai vencer, porque o amor, supera QUALQUER COISA.

Escolhas – Parte I

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Estamos em um tempo que nos proporciona um agama de escolhas como jamais vistas na história.

Interessante é que essas escolhas a curto, médio e longo prazo tem sido “escolhidas” numa ideia Nilista que parte do pressuposto mais conhecido como “Comamos e bebamos, pois amanhã morreremos”.

Tal contexto tem se tornado o carro chefe da juventude principalmente ( mas surpreendentemente tem crescido na faixa dos “jovens adultos” mais conhecido pelo estilo “Forever Young”).

Curtir cada dia como “A sociedade dos Poetas Mortos”, mais conhecido como “Carpem Diem”, ou seguir como John Kusack em Say Anything, não é uma escolha errada mas, o problema é que essas escolhas sempre vai mais além do que nosso orgasmo diário.

As consequências dessas escolhas tem impactos locais, regionais, nacionais e globais!!
Se você está respirando, isso afeta alguém….

Mas como bons jovens nós vivemos o “ Tudo tem uma primeira vez…”, ou seja, escolhemos escolher TUDO…. mas isso pode vir a ser um grande problema.

Escolhas fazem com que o aborto surja numa conversa entre namorados, escolhas podem amputar uma perna, ou selar um caixão, escolhas podem levar à uma feliz lua de mel, à uma promoção no trabalho, podem separar famílias por anos, ou uni-las após anos, podem começar ou parar um conflito, um genocídio, podem mudar uma sociedade, podem afundar ou resgatar alguém….

As escolhas podem dar a vida ou tirar….

Escrevi esse post pois fui desafiado, e ele não acaba aqui, eu ainda quero compartilhar um pouco sobre escolhas, escolhas que tomei, boas e ruins, que me arrependo e não.

Aguarde o próximo.